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Filipino pode ser o primeiro "serial killer do Facebook"

27.07.2010

A polícia das Filipinas prendeu um suspeito de ser o primeiro serial killer a buscar suas vítimas numa rede social. Mark Zamora Dizon, um técnico de computadores de 28 anos, buscou pelo menos parte de suas vítimas no Facebook, segundo afirmou o superintendente da polícia, Danilo Bautista à agência Associated Press.

De acordo com Bautista, Dizon é suspeito de ter assassinado seis filipinos, um americano, um sul-africano e um britânico em três diferentes roubos a hotéis e casas na cidade de Angeles, a cerca de 80 quilômetros de Manila, a capital do país. Ele foi preso quando estava na companhia do pai, na cidade de San Fernando.

Ele é amigo no Facebook da filha de uma das vítimas, informou a polícia. Na rede social, usava o nome falso de Michael Mitchell, e, diz o chefe de polícia, Arturo Cacdac, ao jornal The Phillipine Manilla, procurou conhecer suas vítimas antes dos crimes.

De acordo com a polícia, Dizon escolheu suas vítimas entre estrangeiros e é "obcecado" por gadgets (aparelhos eletrônicos). Ele nega o envolvimento nos crimes, disse ainda a polícia.

A série de assasinatos começou no último dia 12, quando o sul-africano Geoffrey Allan Bennun, 60 anos e sua namorada filipina, Abegail Helina, foram mortos a tiros em um quarto de hotel. Quatro dias depois, o sul-afericano James Bolton Porter, 51, e a namorada foram assassinados em casa.

Dizon roubou vários bens de Bennun, inclusive um notebook, uma câmera e um celular, recuperados pela polícia numa casa de penhores. Câmeras de vigilância da loja flagraram-no com o material roubado.

Na semana passada, a vítima foi o veterano militar americano - os Estados Unidos mantinham uma base, atualmente desativada, próxima à cidade - Albert Mitchell e sua mulher, Janet Andrenada, 53, e mais três empregados da casa, Isabel Fajardo, Marissa Prado e Yulberto Catli. Janet e os empregados eram filipinos.

Uma caçada policial foi montada, mas o o suspeito foi identificado graças a um amigo da família de Albert Mitchell, que achou o retrato-falado - feito por duas testemunhas do último crime - parecido com um amigo da filha do ex-militar no Facebook. A polícia mostrou a foto às testemunhas, que reconheceram Dizon.

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