A congressista republicana Mary Bono Mack solicitou nesta quarta-feira informações sobre os supostos ciberataques a entidades e corporações dos Estados Unidos e de mais 13 países que foram identificados na semana passada pela empresa McAfee.
Mary Bono, que preside a subcomissão de Comércio da Câmara de Representantes, enviou uma carta a Dmitri Alperovitch, vice-presidente da divisão de análise de ameaças cibernéticas de McAfee, para pedir mais detalhes sobre a campanha dos hackers.
A republicana enviou um questionário à McAfee sobre os ciberataques, a possibilidade deles continuarem, seu impacto financeiro aos negócios e aos consumidores nos EUA, e as medidas preventivas e protetivas que o Governo e o setor privado podem tomar.
Segundo o relatório da McAfee, o Governo americano, as Nações Unidas e o Comitê Olímpico Internacional figuram entre as mais de 70 entidades que foram vítimas de um mesmo ciberataque desde 2006. Um único autor está por trás dos ataques informáticos que afetaram também multinacionais e, inclusive, organizações sem fins lucrativos, segundo a pesquisa.
No ciberataque, denominado "Operation Shady RAT", o hacker conseguiu se infiltrar e roubar dados de Governos, companhias e organizações em países como Canadá, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Suíça, Índia, Vietnã e Reino Unido. A McAfee não identificou a fonte do ataque e também não quis divulgar os nomes da maioria das empresas afetadas para evitar o pânico de seus clientes e acionistas.
Alguns especialistas em segurança acham possível que o Governo da China, com a ajuda de hackers, esteja desenvolvendo uma complexa unidade para o lançamento de ciberataques.
Mary Bono promove na Câmara dos Deputados o "SAFE Data Act" que, entre outros elementos, exige que as empresas notifiquem aos consumidores se sua informação confidencial ficou exposta a ciberataques.
A medida já foi aprovada no Comitê de Comércio da Câmara de Deputados em julho e falta ser decidida no Comitê de Energia e Comércio e depois no plenário.
Fonte: www.terra.com.br