O ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) Max Mosley afirmou nesta quinta-feira que está processando o Google por causa de resultados de pesquisa que mencionam o possível envolvimento do executivo com orgias sadomasoquistas. A ação, movida em 22 países, pede que o gigante de buscas monitore e remova das listas quaisquer resultados que mencionem o caso, segundo o The Guardian.
A suposta participação de Mosley em orgias foi divulgada pelo extinto jornal The News of the World, que teria obtido as informações a partir de escutas ilegais. Durante seu depoimento no processo que investiga as escutas, o ex-presidente da FIA afirmou que "a questão central é que o Google poderia impedir que as referências aparecessem, mas ele não faz ou não quer fazer isso por uma questão de princípios".
Um porta-voz do Google afirmou que "os resultados refletem a informação disponível em bilhões de sites na internet", e que a empresa "não faz e não quer fazer" controle do que outras pessoas publicam na rede. "Quando somos avisados de que uma página específica é considerada ilegal por uma decisão judicial, prontamente a removemos dos nossos resultados de busca", continuou.
Mosley afirmou que além dos processos em 22 países, tem ações contra 193 páginas na Alemanha, e que considera tomar medidas legais também na Califórnia, onde a sede do Google está instalada.
Fonte:www.terra.com.br